“Ana da Quinta” continua desaparecido

Descoberta de mais destroços aponta para afundamento do pesqueiro “Ana da Quinta”

As buscas para encontrar o pesqueiro “Ana da Quinta”, que desapareceu ao largo dos Açores na quinta-feira, foram retomadas esta manhã e alguns destroços recolhidos no mesmo local onde ontem foi detectado o corpo de um dos tripulantes apontam para que a embarcação se tenha mesmo afundado naquela zona.

O comandante Alexandre Santos Fernandes informou, ainda, que as buscas foram reforçadas com uma aeronave da Força Aérea. “As buscas estão a continuar e a decorrer como estava previsto e contam com a Corveta Jacinto Cândido da Marinha Portuguesa”, com duas embarcações de pesca e ainda com outra aeronave da Força Aérea, acrescentou.

“Até ao momento foram descobertos mais destroços na zona de onde retirámos o corpo que indicam que o afundamento pode ter acontecido mesmo naquele local”, esclareceu o comandante Santos Fernandes, recordando que esta informação vai ao encontro de algumas pistas que tinham sido avançadas durante o fim-de-semana. Questionado sobre o plano de buscas, o responsável explicou que a cada momento são “efectuados novos cálculos” que permitem direccionar as operações para as zonas onde se pensa poder estar o “Ana da Quinta” e os seus tripulantes.

As buscas estão a decorrer a mais de 280 quilómetros a noroeste da Ilha das Flores, onde ontem a Marinha já conseguiu recuperar o corpo de um dos nove pescadores que estavam a bordo do pesqueiro, um homem de 51 anos. No dia anterior tinha sido encontrada uma bota de um dos tripulantes, utensílios de pesca e a balsa do pesqueiro sem sinais de ter sido utilizada.

No sábado, a Marinha já tinha avançado a hipótese de o pesqueiro se ter afundado depois de ter sido encontrada uma balsa salva-vidas “sem sinais de ter sido usada” e uma bota de borracha com o nome de um dos pescadores. O “Ana da Quinta”, que fazia porto em Vigo, Galiza, levava seis pescadores de Vila Praia de Âncora e três indonésios a bordo. Desde quinta-feira de manhã, quando se encontrava ao largo dos Açores, que está incontactável.

O barco, que pertencia a um armador de Vila Praia de Âncora, deixou de comunicar com outras embarcações a pescar na mesma zona às 09h00 locais (10h00 de Lisboa) de quinta-feira. Na sua última comunicação, o pesqueiro encontrava-se a 150 milhas (280 quilómetros) a noroeste da ilha das Flores, numa zona com vagas de quatro a cinco metros.

FONTE: Público

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