Mohave Oil & Gas “está a dar o máximo” para descobrir petróleo no mar da costa portuguesa.

“Estamos a tentar dar o máximo para descobrir. Estamos à procura dos melhores dados, a aplicar a melhor tecnologia que existe, mas ninguém pode garantir se vamos descobrir ou não”, disse aos jornalistas Arlindo Alves.

A Mohave Oil & Gas, de capitais canadianos, opera em Portugal há 18 anos e dispõe atualmente de cinco concessões de prospecção, três ‘onshore’ (em terra), em Aljubarrota, Rio Maior e Torres Vedras e duas ‘offshore’ (no mar), estas designadas São Pedro de Moel e Cabo Mondego.

Arlindo Alves diz que a costa portuguesa “é similar à costa do Canadá, onde houve descobertas”, mas também à costa norte de África, onde existe produção de gás.

O responsável considerou que a chamada Bacia Lusitânica “ainda não foi explorada na sua totalidade” e que, nos últimos anos, as operações da Mohave Oil & Gas em Portugal envolveram investimentos de 60 milhões de dólares (42 milhões de euros).

“Só nos últimos dois anos foram 23 milhões de dólares [16 milhões de euros]”, disse. A operação que está a decorrer no mar (São Pedro de Moel e Cabo Mondego) até meados de Setembro envolve uma embarcação que reboca dez cabos submergidos com seis quilómetros de comprimento e cem metros de distância entre cada um deles (um quilómetro de largura total).

Os cabos integram sensores responsáveis pela leitura do choque de ondas sonoras com a superfície do oceano, previamente “enviadas” com recurso a canhões de ar, tecnologia conhecida como prospecção sísmica a três dimensões (3D).

Os dados recolhidos permitem perceber quais as formações rochosas no subsolo do leito marítimo e são depois interpretados por geólogos e geofísicos “que dizem onde [futuramente] perfurar”, explicou.

“A hipótese de acertar é de 10%”, estimou.

Para a sondagem obter resultados o navio tem de navegar a uma velocidade constante — não pode parar — e há que contar com impedimentos vários que decorrem do vento ou problemas com ruídos exteriores, como, por exemplo, motores de outras embarcações nas proximidades.

Fonte : Jornal de Negócios 
 

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