… e enquanto isto, os ferries fretados custam ao país 22M euros/ano

Empordef pediu ajuda a Mota Amaral para salvar Estaleiros de Viana

O presidente da Empordef revelou que pediu ajuda a Mota Amaral, no sentido de desbloquear a venda à açoriana Atlanticoline do navio Atlantida que está parado há mais de três anos.

Este apelo surgiu depois de Carlos César ter dito que aquela empresa do Governo Regional dos Açores não ficava com o “ferry” por não cumprir um requisito do contrato, relacionado com a velocidade.
Este foi o mesmo barco que Hugo Chávez disse que ia comprar, ainda durante o governo de José Sócrates, um negócio que acabou por não ter seguimento.
Agora, Vicente Ferreira, presidente da Empordef, desvendou que pediu ajuda ao açoriano Mota Amaral, que lhe terá dito que havia uma questão política por trás deste imbróglio.
Para o presidente da Empordef, a venda do Atlantida seria o plano B para salvar os estaleiros navais de Viana do Castelo.”

Deputados querem esclarecimentos sobre «imbróglio» com navio Altantida

Depois da audição do presidente da administração da Empordef, holding de indústrias de defesa do Estado, os deputados defenderam uma investigação à decisão do Governo Regional dos Açores, que rejeitou o navio Atlantida.

O deputado social-democrata, Eduardo Teixeira, quer ouvir o presidente da Atlanticoline para esclarecer o assunto, sublinhando que o que se passou é muito grave e lembrando que o negócio foi feito entre dois governos socialistas: o de José Sócrates e o de Carlos César.
«Nós queremos ouvir o presidente da Atlanticoline (…) para que isto tenha alguma consequência. O que se passou nos estaleiros navais de Viana do Castelo é muito grave, nós queremos falar do presente e do futuro do estaleiro, mas não podemos nunca esquecer o que foi feito no passado recente ao estaleiro», defendeu.
«Hoje ficou bem claro que o grande problema que se passou nos estaleiros navais de Viana do Castelo derivou do navio Atlantida e que por trás destes dois governos havia o PS», lembrou Eduardo Teixeira.
Também para o socialista Jorge Fão há questões que devem ser esclarecidas e apuradas responsabilidades.
«Face aos esclarecimentos que o presidente da Empordef aqui deixou, é óbvio que suscitam um conjunto de interrogações, que o PS entende que devem ser esclarecidas», comentou Jorge Fão, acrescentando que «não registou questões políticas» subjacentes à denúncia do contrato.

á António Filipe, deputado do PCP, defendeu que este «imbróglio» deve ser esclarecido e investigado porque há «uma gravíssima lesão do Estado português» e «veio a saber-se agora que não há nenhum elemento palpável (…) para chegar à conclusão que o navio não atingia essa velocidade, e tectos posteriores revelavam que o navio atingia essa velocidade».
«Portanto há aqui um mistério que não está minimamente esclarecido. A bem do Estado democrático é importante que [este caso] seja esclarecido e que sejam apuradas responsabilidades», declarou.
O deputado Abel Baptista, do CDS-PP, também destacou a gravidade deste caso, defendendo por isso que deve ser apurado até às últimas consequências.
«O que aqui hoje ouvimos, por parte do presidente da Empordef, foi que não encontra muitos dos elementos que levaram à renúncia deste contrato, nomeadamente que o barco Atlantida em testes de mar não teria atingido os 18 nós contratados mas apenas 16», referiu
«Ora, quando o presidente da Empordef afirma que não encontra documentação bastante, nem na Empordef nem nos estaleiros navais de Viana do Castelo que lhe permitam chegar a esta conclusão, isto é muito grave e tem que ser apurado até às últimas consequências», afirmou Abel Baptista.”

Fonte: TSF

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6 respostas a … e enquanto isto, os ferries fretados custam ao país 22M euros/ano

  1. Conquilha diz:

    cambada de schettinos…

  2. Já deveria ter comentado a noticia quando a recebi. Pensei esperar. Abri de novo hoje e deparo-me com o comentário anterior do Sr. “Conquilha”. Espero que pelo menos seja apenas um mero espectador de um mau espectáculo a que todos assistimos sentados no conforto do lar, e não alguém do meio “marítimo”, uma vez que meteu muitos profissionais do ramo, no mesmo saco.
    Eu lamento e entendo a situação que o caso “Concórdia” veio levantar, e ainda lamento mais tudo o que aquele erro humano veio acarretar para todos os envolvidos.
    Como frisei no comentário da noticia do “Concórdia evacuado e em perigo de naufrágio”, os “culpados” (erro humano) podem vir a ser “heróis” (encalhe propositado para salvamento de vidas), só tem valor até ao desenrolar das noticias após o acontecimento e que nem me atrevo a comentar, tal o que penso da sua gravidade.

  3. Quanto à notícia em epígrafe, gostaria de comentar ou argumentar com uma frase que usualmente usava: ninguém paga o preço de um Ferrari para dar 250 km/h, quando verifica que apenas dá… 120 km/h, mesmo que o vendedor contraponha que nas nossas estradas é o limite máximo.
    O comprador pode entender preferir pagar as multas ou andar no Autódromo do Estoril.
    A decisão foi tomada de acordo com o contrato acordado e ponto final.
    O que poderia ter sido resolvido à posteriori, já transcende tudo o que eu pudesse opinar sobre o assunto e tal não me compete.
    O que tecnicamente de errado se passou não tenho capacidade para analisar, mas existe um “buraco” enorme e não é no casco.

    Agora a parte técnica, para correcção do escrito nos comentários do Portaló:
    – o navio RO-RO de passageiros “Atlântida” tinha um contrato para 19 nós e não 18 (não minha modesta opinião deveria ser para mínimo de 20/22 nós).
    – Seria aceite um decréscimo até aos 18 nós (mínimo), com penalizações por cada décimo de milha a menos do valor contratado (19 nós).
    – o navio deu cerca de 16.5 nós em duas provas de mar assistidas por todas as entidades envolvidas e o mesmo numa prova em privado.

    Gostaria que o caso não tivesse as repercussões que teve para os dois lados envolvidos (Atlanticoline e E.N.V.C.), com extensão aos assalariados dos mesmos.
    No seguimento dos acontecimentos, a segunda construção “Anti-Ciclone”, também ficou a… enferrujar.
    Como se depreende, ambas a entidades mais envolvidas, são da minha simpatia… profissional.

    • Faroleiro diz:

      Caro Diamantino!
      Já que se encontra tão por dentro do assunto agradeço que me esclareça que são os acionistas da Atlanticoline ? e do ENVC ?
      ….
      Agora reformulei o seu comentário,

      a Ferrari faz um contrato com a Ferrari para fazer um carro para a Ferrari com a velocidade de contrato : 250km/h, mas a Ferraria faz um carro que só dá 120, (os valores deviam ser 250 e 220, 16 é 88% de 18)
      Então a Ferrari processa a Ferrari pelo denúncia do contrato coma Ferrari (23 de Dezembro de 2009), e a Ferrari exige que a Ferrari pague à Ferrari: (era a clausula que estava no contrato que a Ferrari fez com a Ferrari)

      40 Milhões. – Sim leu bem 40 milhões de euros – (mas deve saber)

      Estaleiros (Ferrari) pagaram 32 milhões de euros (á Ferrari), de um total de 40 milhões,
      Tudo muito telenovelico ate aqui… , mas o problema e que a Ferrari não usa o dinheiro da Ferrari nesta palhaçada , mas sim o seu, o meu e da maior parte dos leitores deste blogue. Dos contribuintes, como “acionistas” do estado …

      Depois de todo este imbróglio, os ENVC falidos, 5000 postos de trabalho diretos e indiretos, 2000 milhões de buracos … (só mais um BPN )

      quem vai pagar mais uma vez sou eu e você, pelo menos eu sei que vou pagar, já estou a pagar …

      Consequências Nenhuma …. Se isto se passa-se com a Ferrari como diz, estava muita gente em tribunal, onde estão os responsáveis? Onde está a responsabilidade politica…

      Deixemo-nos de demagogia … seja-mos realistas

      Era uma boa Historia, merecedora de um livro da Agatha Christie, com os suspeitos do custo-me e as vitimas habituais

      Bom tempo mar e Horizonte
      o Faroleiro

  4. Conquilha diz:

    É muito interessante haver a possibilidade de comentar e debater, com pessoas de todos os meios, as notícias que vão sendo apresentadas no Portaló. Considero os seus comentários uma mais valia.

  5. Parece que mais uma vez a “culpa morre solteira” (salvo erro é assim o ditado).
    Estou por dentro do assunto até certo ponto, mas não tanto e como deve saber, o Estado é accionista das duas Empresas. Quando o Estado deve ao Estado, não paga ao Estado, o Estado não cumpre… etc, leva a este “estado” de coisas, em que ficamos em “estado de sitio”.
    Quem paga? Tal como “Faroleiro” disse: nós, os accionistas do estado.
    E garanto-lhe, pago e vou ter que pagar a minha parte como todos, mas lamento que não tenha havido entendimento… Estatal, mesmo que o Ferrari tivesse que andar nos limites de velocidade obrigatórios por lei.
    Como disse, tenho simpatia por ambas as empresas e não me sinto satisfeito com o desfecho da “novela”. E não esta que pôs na situação actual o Estaleiro, muitos factores contribuíram para tal.
    Tal como o “Conquilha” frisou e bem (felizmente não levou a mal a minha chamada de atenção em relação à sua frase usada), este comentários sempre trazem algum esclarecimento sobre assuntos que a muitos passam despercebidos.
    Lamento que tal seja sempre a falar de algum “buraco”.

  6. Faroleiro diz:

    A divulgar, a discutir, a comentar
    e acima de tudo a pensar e agir, todos podemos contribuir …

    é a unica forma de sair desta …Cleptocracia …

    compete-nos a nós nao deixar a “culpa morrer solteira”

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