CCI anuncia queda da pirataria na Somália

 

 

 

O número de navios que assinalou ataques de pirataria na Somália caiu este ano para o seu valor mais baixo desde 2009, segundo um relatório do “International Maritime Bureau” da Câmara de Comércio Internacional (IMB).

 

No entanto o IMB alerta para que os operadores marítimos mantenham a vigilância em águas de alto risco na Somália, Golfo de Aden e Mar Vermelho. Apesar disso, ataques e raptos violentos estão a propagar-se no Golfo da Guiné.

 

Este ano, em todo o mundo, a pirataria terá morto pelo menos seis tripulantes e terá feito 448 reféns. O Centro de Comunicação de Atos de Pirataria do IMB indica que 125 embarcações foram abordadas, 24 desviadas e 26 contra as quais foi aberto fogo. Além disso, foram registadas 58 tentativas de ataque.

 

A queda do número de atos de pirataria na Somália baixou os números globais de pirataria e de ataques armados para 233 incidentes, este ano – o terceiro trimestre total mais baixo desde 2008. Nos primeiros nove meses de 2012 houve 70 ataques comparados com os 199 no mesmo período de 2011.

 

O IMB diz que o controlo e as intervenções das marinhas internacionais estão a dissuadir os piratas, bem como o emprego nos navios do Best Management Practice, que inclui o uso de agentes armados e outras medidas de segurança a bordo.

 

São bem-vindas as fortes políticas de sucesso dos Grupos de Ação contra a Pirataria pelas marinhas internacionais nas águas de alto risco ao largo da Somália, assegurando que estes criminosos são afastados antes que possam ameaçar os navios” disse o Capitão Pottengal Mukundan, director do IMB, uma organização que monitoriza os atos de pirataria em todo o mundo desde 1991. “As notícias de que o número de raptos baixou são boas, mas não pode haver espaço para complacência: estas águas continuam com um alto risco e a presença da marinha deve ser mantida.

 

Reféns continuam à espera

A 30 de Setembro de 2012, somalis suspeitos de pirataria detinham 11 embarcações com vista à obtenção de um resgate, mantendo 167 membros da tripulação a bordo como reféns. Além disso, 21 membros da tripulação raptados continuavam mantidos como prisioneiros em terra. O IMB diz que mais de 20 pessoas estavam reféns há mais de 30 meses.

 

Ataques violentos propagam-se no Golfo da Guiné

A pirataria no Golfo da Guiné está a tornar-se cada vez mais perigosa (34 incidentes de Janeiro a Setembro de 2012, contra 30 no ano anterior) e estão a ser alargados para oeste do Benim, para Togo. O IMB diz que os ataques são frequentemente violentos, planeados e direcionados para o roubo de produtos petrolíferos refinados que podem facilmente ser vendidos no mercado aberto. Para encobrir os rastos deixados assim que a embarcação é desviada, os piratas danificam o equipamento de comunicação e, por vezes, o equipamento de navegação.

 

Nem todos os navios no Golfo da Guiné têm os recursos necessários para combater a pirataria no alto mar pelo que os grupos criminosos desviam-se para outras áreas. Apesar disso, a marinha nigeriana merece ser aplaudida pela sua reação a um número de incidentes em que a sua presença foi fundamental no resgate de embarcações, diz o Capitão Mukundan.

 

O alerta da Indonésia

A Indonésia declarou 51 incidentes nos primeiros nove meses de 2012, contra um total de 46 em 2011. Os ataques tenderam a ser oportunistas e realizados na sua maior parte a navios fundeados. Dos 51 relatórios, 46 navios foram abordados o que o IMB destaca como causa de preocupação.

Este ano, noutros locais do Sudeste Asiático, os navios têm sido desviados no Estreito de Malaca, nos mares do Sul da China e ao largo da Malásia. O IMB alerta para o facto destas águas ainda não estarem completamente livres de pirataria e de assaltos armados, devendo os navios manter-se vigilantes.

 

 

Sobre a CCI

 

A CCI (Câmara de Comércio Internacional) é a maior organização representativa do mundo empresarial. Fundada em 1919 tem hoje milhares de empresas Associadas, distribuídas por mais de 120 países com interesses que abrangem todos os sectores da iniciativa privada. A sua principal atividade é a promoção do comércio internacional, nomeadamente através de definição de regras e políticas comuns,

O Secretariado Internacional da CCI, em Paris, mantém-se informado, através de uma rede mundial de Delegações Nacionais, sobre as prioridades das empresas, a nível nacional e regional. Mais de 2.000 peritos selecionados de entre as empresas Associadas da CCI, disponibilizam os seus conhecimentos e experiências para a elaboração das posições oficiais da CCI sobre assuntos específicos.

A Organização das Nações Unidas, a Organização Mundial do Comércio, o G20 e muitos outros organismos intergovernamentais, internacionais e regionais, se mantém ao corrente das perspetivas do mundo empresarial, através da CCI.

Mais informações: www.iccwbo.org

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